09/11/2020 às 16:56

MS Tampinhas, uma história de amor e responsabilidade

A campanha “A(u)mor em Ação” está a pleno vapor. Iniciativa da Infinito Comunicação Empresarial, em comemoração aos 20 anos da empresa, já conta com a parceria de sete empresas e a colaboração voluntária de outros profissionais e amigos. Quando você recolhe e doa uma tampinha plástica para o MS Tampinhas sabia que está ajudando - além dos pets abandonados - a saúde coletiva? Segundo especialistas, uma tampinha de garrafa pet pode ser criadouro para 100 mosquitos e cada um deles, ao longo da vida – em média 45 dias – pode picar 300 pessoas, propagando doenças como a dengue.
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A campanha “A(u)mor em Ação” está a pleno vapor. Iniciativa da Infinito Comunicação Empresarial, em comemoração aos 20 anos da empresa, já conta com a parceria de sete empresas e a colaboração voluntária de outros profissionais e amigos que trazem tampinhas plásticas e latas de alumínio para serem doadas ao projeto MS Tampinhas, que vende todo material coletado. Com esse dinheiro, voluntários da instituição promovem a castração de cães e gatos resgatados por ONGs.

O início - A MS Tampinhas é uma iniciativa da empresária Juliana Salvador Wachholz que trouxe a ideia de um projeto de Florianópolis, onde uma organização já realizava algo parecido. Na época, Juliana era voluntária da MAPAN, uma ONG que atua também em prol da causa animal. “É um trabalho de amor, de doação e, acima de tudo, de responsabilidade. Você faz campanhas e consegue pouco dinheiro para comprar dois, três sacos de ração que dão – geralmente – para três dias. Eu pensei que deveríamos atuar em algo que não deixasse os cães e gatos abandonados proliferarem.”

Em 2018, após fazer uma grande coleta de tampinhas por conta própria e entre amigos, ela foi fazer a primeira venda, animada com a ideia de levantar fundos para a realização da primeira castração. Voltou com R$ 16,00. “Fiquei tão triste, tão desapontada com o trabalho e a quantidade que foi arrecadada e o baixo valor de venda. Isso me motivou a criar o MS Tampinhas e a convidar mais pessoas a aderirem e coletarem”.

Foi em julho de 2019 que a primeira cadelinha foi castrada. “De lá para cá, já castramos 142 animais e como eu digo: transformamos o futuro”, conta orgulhosa”. Um número que precisa aumentar e conta com a ajuda e solidariedade de quem puder também fazer a coleta ou mesmo a venda. “Precisamos de voluntários que façam coleta, mas que também ajudem na venda”, explica.

Saúde Coletiva - A importância desse trabalho se traduz em números. Segundo a prefeitura municipal de Campo Grande, são 163 mil cães e 44 mil gatos abandonados na cidade.

Uma outra questão que permeia o assunto é o da importância da reciclagem do ponto de vista social, ambiental e para a saúde pública. Durante o 5º. Fórum de Sustentabilidade do Programa Ecos, realizado ano passado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a especialista em Educação Ambiental e consultora da Solurb Mara Calvis lembrou que a coleta diária era de 25 toneladas (números de novembro/2019), porém, com o descarte incorreto, 10 voltam para o aterro, enquanto o potencial era de chegar a 250 toneladas selecionadas para reciclagem ao dia, favorecendo o meio ambiente e gerando empregos.

Mara detalhou o que é resíduo reciclável, o que deve ser incinerado e quais os componentes cujo tratamento fica a cargo da logística reversa. Ela sensibilizou o público presente ao Fórum apresentando dados consternadores como, por exemplo, de que uma tampinha de garrafa pet pode ser criadouro para 100 mosquitos e cada um deles, ao longo da vida – em média 45 dias – pode picar 300 pessoas, propagando doenças como a dengue.

Saiba como ajudar no instagram do @mstampinhas 

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